A verdade dói e nem todos estão prontos para lidar com ela. Você já pensou nisso?

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Embora muita gente diga preferir uma dura verdade a uma doce ilusão, a realidade não é tão simples. Verdades expõem nossas limitações, nossos defeitos e características que, por vezes, gostaríamos que ninguém visse ou pensasse a nosso respeito. Não é raro ouvirmos algo que nos incomoda e logo darmos um jeito de encontrar uma justificativa transformando a verdade dita em algo que nos pareça mais agradável ou para que simplesmente possamos seguir em frente ignorando aquilo que precisa ser mudado.

Duvida? Pois vamos às situações simples do nosso dia-a-dia: seu parceiro diz que não te ama e logo você pensa: “Ah, ele me ama sim, mas ainda não sabe” ou “É só uma fase, precisa de tempo e logo vai aprender a me amar”.

Não quer falar de amor, pois – afinal – estamos no LinkedIn e aqui o assunto é trabalho?

Pois falemos, então, de trabalho: seu chefe diz que um trabalho foi mal feito e a reação imediata é ficar indignado. “Mas que absurdo. Não tenho as ferramentas necessárias para um bom trabalho e me matei para fazer isso! Ele que não reconhece minha dedicação”. Ou então, um amigo lhe diz que sua ideia inovadora de um novo negócio não é assim tão inovadora e que você dificilmente terá clientes dispostos a pagar por ela e você logo argumenta: “Imagine! Você não conhece o mercado.”

Dificilmente refletimos sobre o que as pessoas nos dizem e sobre a necessidade de revisarmos nossos próprios conceitos e atitudes. A verdade requer maturidade, autoconhecimento e autoestima para que possamos discernir entre uma crítica maldosa, injusta ou um argumento que pode realmente nos auxiliar a ser uma pessoa melhor.

Assim como existem verdades que nos machucam, existem aquelas que são ditas com o intuito de nos auxiliar e nos mostrar nossas qualidades. Quantas vezes elogiamos alguém e a pessoa não acredita? Muitas! Aliás, somos julgados também por elogiar. O que prova que realmente não somos preparados para lidar com a franqueza e a sinceridade. Temos receio de magoar, nos meter em confusão ou causar reações descontroladas e acabamos optando por omissões e mentiras.

Claro que para o bom convívio social, a verdade “nua e crua” nem sempre é conveniente por questões de necessidade ou respeito. Uma boa dose de bom senso é a escolha mais acertada para não exagerar em nenhum dos lados. Quando somos francos e utilizamos a verdade com amor, saímos da famosa zona de conforto e descobrimos novos caminhos para velhos problemas.

Mas cuidado! Há uma cilada ainda maior nesse jogo de verdades e mentiras:

NÃO MINTA PARA SI MESMO.

De nada adianta dizer que espera viver apenas na verdade, se você não estiver aberto para reconhecê-la e aceitá-la sem melindres para seu próprio crescimento e evolução.

Por isso, comece por você! É preciso ser objetivo e prático para não iludir a si mesmo e não aceitar como verdade apenas aquilo que gostaria de ouvir. Explore sua humildade, autoconfiança e esteja centrado para buscar a utilidade de todas as verdades. Até porque há um provérbio chinês que nos ensina “todos os fatos têm sempre três versões: a sua, a minha e a verdade”.

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