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No meio da maior crise de saúde que já acompanhei como gestora de pessoas nas empresas, acredito que tenha chegado a hora de repensarmos nossos modelos de gestão. Tenho buscado me manter atualizada, mas confesso que não fico o tempo todo buscando notícias, pois elas aumentam a sensação de incertezas e preocupações. Filtrar a quantidade e a qualidade das informações que recebemos é fundamental.

Perceber que podemos aprender muito com tudo o que estamos (e iremos) passar, olhar a situação de forma realista e sem pânico e substituir a reclamação pela disposição pode ajudar muito a descobrirmos o melhor jeito de passar por tudo isso.

Afinal, lembrem-se:  isso não durará para sempre. Mas as lições que levarmos desse período, sim!

Definitivamente, precisaremos adequar nosso comportamento e estabelecer novas rotinas. O trabalho remoto deixou de ser uma questão de gosto pessoal, mas uma premissa para a permanência de muitas operações de negócios. Sentir-se acuado é normal, afinal toda mudança carrega com ela medos, anseios e aprendizados. E dessa vez, nem temos escolha em não aceitá-la.

Nossa equipe vai continuar produzindo com a mesma qualidade e mais de 80% do time já está trabalhando em casa. Fizemos reuniões super produtivas nessa manhã; um evento presencial se transformou em uma mega live do cliente e estamos aprendendo a colocar foco no que realmente merece audiência.

Estamos descobrindo o poder do home office!

Obviamente não seria assim que eu gostaria de chegar em uma empresa, mas sei que essa “minha estranha mania de ter fé na vida”, buscar aprender e enxergar alguma positividade nas dificuldades podem fazer muita coisa boa nascer no futuro.

Por hora, tenho orientado a equipe para que se organizem com cronograma, lista de prioridades e cumprimento dos prazos. Fazer as coisas nos mesmos horários e criar uma rotina de trabalho e autocuidado ajudará o dia a acontecer de um jeito mais organizado e tranquilo. Mas se um problema acontecer nessa rotina, telefonem, chamem por call, falem! É sempre melhor. Estar em home office, não significa que você precise resolver tudo sozinho.

Inclusive, nos próximos dias, meu desafio será auxiliar as pessoas a não fazerem da rotina do trabalho remoto um processo maçante. Mensagens durante o dia com lembretes para beber água? Uma lembrança chegando pelo correio para as pessoas agradecendo o empenho? Um coffee-break remoto com todo o time online? Se a ferramenta serve pra trabalhar, serve para ter um “hang out” com os colegas também.

Nesses dias, ouvi: “Ana, os mais velhos não estão habituados com home office”. Mas, sinceramente, isso não tem a ver com idade, mas sim com os modelos de controle que estivemos sujeitos desde a escola até a nossa entrada no mercado de trabalho. Por isso, há um processo de transformação importante e necessário também no comportamento dos gestores.

Da sobrevivência do negócio numa situação completamente adversa aos desafios diários de um mundo hiperconectado, precisaremos descobrir como inspirar e orientar nossas equipes num cenário tão desafiador.

Vamos precisar reaprender aquilo que nos trouxe até aqui e alterar a expectativa da gestão para bons resultados e não para o controle do tempo disponível de cada um para a empresa.

Minha crença pessoal é que nesse momento precisaremos cuidar das pessoas para contarmos com elas para que cuidem do negócio e, juntos, encontrarmos a melhor forma de vencer esta crise!

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