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Relações pessoais, sem dúvida, estão no centro do desenvolvimento humano, de negócios e são necessárias para que as pessoas busquem se aprimorar em todos os setores das suas vidas. Isto porque no mundo tão conectado em que vivemos, as interações são cada vez mais rápidas e todo mundo parece ser um pouco seu amigo ou estar próximo a você. (Não custa lembrar de Six Degrees of Separation).

A informação se propaga de maneira avassaladora, principalmente nas redes sociais, e vemos – de repente para alguns e lentamente para outros – uma mudança de valores e conceitos se construindo, propondo novos comportamentos, modos de pensar e gerando discussões oportunas e que, por vezes, vamos deixando de lado por falta de tempo, conhecimento e até por não termos o que chamamos de “lugar de fala”. 

Seja qual for o motivo, perceber que estamos redefinindo nosso pensamento para uma perspectiva mais voltada aos valores humanos, propícia a aceitar, entender e se colocar no lugar do outro me faz muito feliz. (É o que sinceramente quero crer!)

Preconceito, empoderamento e acessibilidade são temas cada vez mais presentes na rotina das minhas reuniões e os temas são conduzidos de modo muito verdadeiro. Diversidade há de se fazer presente no quadro de funcionários não apenas porque é um assunto da moda, ou está na mídia toda hora, mas principalmente, porque as novas gerações querem essa mudança de comportamento.

É urgente que as empresas se posicionem a respeito, compreendam que é mais importante focar nas habilidades profissionais dos seus funcionários do que nas suas escolhas pessoais ou características, como classe social, etnia, orientação sexual, na religião, no gênero, no peso, na idade ou na deficiência deles.

Sim! Diversidade é pensar em todas essas (e talvez mais algumas) questões!

Esses dias, conduzindo um processo de recrutamento para uma das empresas que conduzo, um candidato me perguntou: “Mas e se eu fizer o teste do pescoço, você acredita que estão mesmo colocando a diversidade em prática?”

Num primeiro momento, paralisei e transparentemente perguntei: “Teste do pescoço? Do que se trata?”

– Oras, Ana, se eu virar o meu pescoço e olhar ao redor terei semelhantes nas salas de reunião, nas mesas de trabalho, no espaço de descompressão?

QUE SOCO NO MEU ESTÔMAGO!

Quero construir empresas que respondam SIM! VOCÊ TERÁ! sem nenhum risco. Empresas que celebrem, estimulem e façam sobressair dessa diversidade a singularidade que cada um possui para construir projetos e soluções cada vez melhores para o mercado.

Esse é o meu novo normal. Uma nova cultura! Uma mudança de comportamento! Basta ficarmos atentos à quantidade de casos horríveis de preconceito praticados por funcionários de empresas que não se importam com essa questão que prejudicam a imagem da marca e provocam boicote por parte do consumidor para entendermos porque realmente acredito que nas equações corporativas diferenças resultam em uma soma positiva.

Empresários, gestores e líderes: não incentivem ambientes hostis, construam empresas onde as pessoas enxerguem na diversidade o caminho para propósitos e impactos consistentes, contratem colaboradores pela competência dando oportunidade para que cresçam, se sintam felizes e desenvolvam um sentimento de pertencimento à sua empresa. Isso tudo não precisa estar escrito no quadro de avisos do registro de ponto. O que precisamos é que você, sua equipe, seu coleguinha de “board” e todos os envolvidos no negócio sintam essa vibe de respeito, aceitação e preocupação com o próximo. Afinal, competência não tem classe, cor ou gênero. E sua marca agradece.

E se você ficou curioso(a) pra conhecer a teoria dos seis graus de separação e não clicou no link, o filme tá aí… São quase 50 minutos, mas é beeeeem legal!

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