“O neoliberalismo remodelou profundamente não apenas as relações econômicas, mas também nossa relação uns com os outros. Qualidades como solidariedade, gentileza e cuidado mútuo passaram a ser não apenas desvalorizadas, mas consideradas características humanas irrelevantes. Sob o neoliberalismo, fomos reduzidos a Homo Economicus, humanos racionais preocupados apenas com nossos interesses pessoais.” (Zygmunt Bauman)

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Sim! Eu sou uma admiradora de Zygmunt Bauman, o sociólogo dos tempos líquidos… Se você não conhece suas obras, vale a pena. 😉

E graças a tantos mergulhos nessa liquidez, esses dias me vi pensando sobre a solidão… Você se sente solitário? Se sim, saiba que você não está sozinho. A solidão é um problema crescente no mundo todo (a OMS já considera a solidão uma epidemia global), e o Brasil está em primeiro lugar em um ranking que mede esse sentimento.

No Brasil, apenas 11% das pessoas confiam no próximo, sendo que a média global é 30%, 50% das pessoas se sentem sozinhas, número acima da média mundial, 28%  tem no máximo uma amizade próxima, e 1 em cada 5 têm menos amizades do que antes da pandemia. [Fonte: Vibes em Análise]

E na linha do #MandaDados, dá só uma olhada nesses números:

Pois é… Tem mais um: a solidão é tão prejudicial à saúde quanto fumar 15 cigarros por dia. Ela aumenta o risco de doenças coronárias, AVC, demência e morte prematura.

Estresse, trauma, burnout, ansiedade, depressão, insônia – nossa saúde mental está diretamente relacionada ao quanto nos sentimos sozinhas. Ou seja, falar de solidão também é papo pra LinkedIn.

Mas solidão não é apenas estar sozinho. É principalmente a falta de conexões significativas com outras pessoas. Relações tóxicas, superficiais, conflituosas, competitivas ou esvaziadas de maneira geral produzem um tipo de “solidão acompanhada”, que desencadeia todo tipo de estresse que experimentamos igualmente na solidão. Por isso, o ditado “antes só do que mal acompanhado” parece fazer tanto sentido.

Esse sentimento, que pode chegar a uma solidão crônica pode nos tornar mais suscetíveis a doenças, aumentar o risco de depressão e ansiedade, e até mesmo levar ao suicídio.

Nossa, Ana, o que podemos fazer?

A solidão é um problema que afeta todos nós, mas juntos podemos construir um mundo mais conectado e menos solitário.

Lembre-se: a solidão é um problema que pode ser solucionado. Se você se sente solitário, procure ajuda. Existem muitas pessoas que se preocupam com você e querem te ajudar.

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