Você faz a diferença? Na vida, podemos ser escultor ou escultura. Qual é a sua escolha?

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Nesse final de semana, depois de uma conversa com uma amiga na academia, lembrei de uma frase que certa vez ouvi do presidente do Sincomércio de Mogi das Cruzes, Airton Nogueira que faleceu em dezembro de 2016: “Se você quer fazer a diferença, Ana Maria, você tem que sair da valeta!”.

Existe um espaço comum a qualquer um de nós – a tal valeta – que pode ser preenchido por um bom currículo, uma boa faculdade ou uma experiência comprovada no mercado de trabalho, mas para sair da valeta é preciso mais!

Refletir sobre este tema é algo que inevitavelmente nos coloca num estado de auto-investigação. É um convite ao exercício da introspecção onde confrontamos nossas ações e seus respectivos resultados. Entretanto, tenho observado que muitas pessoas ao se questionarem a esse respeito acabam encontrando um certo desconforto interno ou uma ansiedade desmedida pela percepção equivocada que têm sobre o assunto.

É muito comum, a ideia central do “fazer a diferença” remeter nossas expectativas mentais à construção de grandes obras e realizações… A mudar o mundo! Automaticamente, fazemos correlações com as pessoas que temos como modelo de conduta e de sucesso. Assim, muitos passam a acreditar que fazer a diferença pode exigir um esforço tamanho que preferem desistir, afinal, erradicar a fome do mundo, descobrir a cura do câncer ou ganhar um prêmio Nobel são tarefas que exigem tamanha dedicação e entrega que preferimos deixar esta ideia de fazer a diferença para os diferenciados… Puro engano, grande equívoco!

Talvez você já tenha lido que Mahatma Gandhi pronunciou a seguinte frase para os seus seguidores: “Você deve ser a mudança que deseja ver no mundo”. Pois é… 

O que determina se conseguiremos sair ou não da valeta permitida a todos e a qualquer um não é tanto o que fazemos, e sim como fazemos. Por isso, encontre formas de surpreender positivamente as pessoas, fazendo “algo” além do que era esperado, e de alguma forma que supere as expectativas. Fazer a diferença significa “encantar” as pessoas, criando aquele ambiente mágico em que as pessoas podem dizer: “para mim, naquele momento, naquele local, você fez a diferença!”.

Esteja 100% focado no que você estiver realizando. Nosso potencial de transformação e de criação encontra-se somente no momento presente! Não comprometa seus resultados por estar disperso entre o passado (arrependimentos, culpas) e o futuro (preocupações, medos).

Para fazer a diferença, é preciso que adotemos uma postura de respeitabilidade quanto à diversidade humana. Deixe o outro ser diferente de você. Cada encontro é sagrado e podemos aprender profundas e enriquecedoras lições com todas as pessoas que cruzam nosso caminho.

O poder pessoal significa num primeiro momento aceitarmos as coisas como elas são (e não ficar brigando contra), e imediatamente agir em cima disso. Por exemplo: seu chefe no trabalho é um pequeno ditador? Aceitar significa não ficar desejando que ele seja diferente, mas sim reconhecer que ele é assim e agir da melhor forma para realizar um bom trabalho. A questão que se coloca é o que você deve e pode fazer com isso? Só assim você poderá lidar com a situação e mostrar sua maestria pessoal e profissional que lhe diferencia na valeta.

Fazer a diferença é uma atitude, é um estado de espírito e decorre de uma decisão pessoal: eu quero fazer uma positiva diferença para mim mesmo e para as pessoas.

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