(s.f.) Ação ou efeito de persistir; qualidade do que dura; que persiste ou como disse Charles Chaplin, “o menor caminho para o êxito”.

A persistência é uma daquelas competências que precisamos recorrentemente exercitar. É como se vivêssemos em um belo campo com vistas montanhosas onde as corridas seriam ganhas não apenas pelos mais velozes, mas – principalmente – por aqueles que pudessem sempre permanecer correndo.
Essa analogia é ótima não apenas para comprovar que sigo firme no meu propósito de fazer minha primeira São Silvestre em 2017, mas para nos manter firmes na busca por nossos objetivos e sonhos. Quando somos persistentes, agimos com convicção e atraímos boas energias e vibrações que ajudam nossos caminhos. Parece que o universo conspira mesmo a nosso favor. Mesmo quando as coisas não acontecem exatamente como queremos ou achamos que devem ser ou, se encontrarmos obstáculos e barreiras ao longo do caminho, é a persistente busca de nossos objetivos que acabará por torná-los realidade.
E isso vale para as corridas, mas também para os nossos objetivos de carreira.
Um bom exemplo disso aconteceu com dois profissionais que já atendi em processos de coaching que estavam buscando oportunidades de promoção dentro de suas empresas (diferentes). Vou chamá-los de João e Francisco. Na verdade, ambos tinham o mesmo objetivo: alcançar a posição de vendas de mais alto nível dentro de suas organizações.
João estabeleceu como meta cerca de dois anos para atingir a vaga tão desejada. Quando não viu os resultados que procurava, decidiu perseguir um objetivo diferente: deixou seu emprego para iniciar sua própria consultoria de marketing. Mudou a rota…
Outros dois anos depois, sua empresa de consultoria ainda não tinha crescido ao nível que João desejava e então, ele a abandonou voltando ao seu objetivo original: buscar uma posição de vendas de alto nível dentro de uma grande corporação. Há 18 meses, João foi recolocado no mercado, mas recentemente percebeu que não vendo seu movimento ascendente acontecer rápido o suficiente, era hora de estudar possibilidades e alternativas para atingir sua meta, caso realmente desejasse que isso acontecesse. Foi quando me procurou.
Por outro lado, desde que definiu seu objetivo “original” de alcançar a posição de vendas de mais alto nível em sua companhia, Francisco tem exercido vários papéis diferentes em sua empresa (todos relacionados às vendas). Ele continua a ampliar seu conhecimento sobre os setores da empresa e passou a conhecer quase todos os seus clientes. O que está diretamente relacionado à busca de seu objetivo final.
Francisco teve alguns tropeços e deu – inclusive – alguns passos para trás para atingir seu objetivo, mas não desanimou. Alguns de seus maiores aprendizados vieram dos momentos em que precisou recuar para continuar a caminhar. Ele sabia que quanto mais ele perseverava e quanto mais ele melhorava em suas atribuições atuais, quanto mais perto ele chegaria ao seu objetivo final.
Pois, então… Francisco chegou ao cargo de Gerente Geral de Vendas, que é um cargo de vários níveis acima de onde ele estava, quando começou a perseguir conscientemente seu objetivo. A progressão positiva contínua ao longo de sua carreira mostra que mesmo eventos que pareciam obstáculos ou que pareciam “retardá-lo ou levá-lo para baixo” não foram capazes de desestimular ou inviabilizar Francisco de continuar. Ele conhece todas as atribuições e reconhece que as novas aprendizagens foram pontos-chave para prepará-lo para a posição que tanto queria.
E o mais legal: Francisco acredita que, mesmo querendo muito chegar a essa posição, se isso não acontecesse onde está trabalhando atualmente, aconteceria em outro lugar, pois ele não perderia de vista o seu fundamental desejo. Ele continuaria persistindo e perseguindo porque ele sabe que, ao final da corrida, só teria essa linha de chegada.
Gosto muito da história de sua dedicação e persistência, pois é um lembrete para nunca perdermos de vista para onde queremos ir e nunca deixarmos de perseverar.
Se estamos comprometidos, persistentes e abertos à variedade de possibilidades e caminhos que nos levarão ao nosso “lugar desejado”, um dia vamos acordar e perceber que chegamos lá… Por quê? Porque continuamos a caminhar (e eu vou continuar a correr!)